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RS é o segundo em potência instalada

16/04/2019
RS é o segundo em potência instalada

Com 14,7% do total do país, Estado só está atrás de MG – e bem à frente de SP

Quando se trata de energia solar fotovoltaica, pode-se dizer que o Rio Grande do Sul integra a vanguarda de um fenômeno que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos: o do aproveitamento de um recurso natural e abundante para produzir uma alternativa de energia limpa e renovável. Isso porque o Estado é o segundo no Brasil com a maior potência instalada, atrás apenas de Minas Gerais e à frente, por exemplo, de São Paulo.

Quem destaca o fato é o diretor do Departamento de Energia da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Eberson José Thimmig Silveira, que ministrará no dia 22 de maio, no primeiro dia do Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética, a palestra “O Panorama Energético no Brasil”.

Conheça a programação do Fórum

De acordo com Silveira, o mercado fotovoltaico é promissor e tem evoluído bastante nos últimos anos, atraindo desde projetistas até empresas de instalação. Isso gera empregos e um potencial grande de crescimento:

“O Brasil que, nos últimos 15 anos, promoveu, com êxito, a inserção da energia eólica na sua matriz de produção de energia elétrica, começou, há cerca de sete anos, a incentivar a energia solar fotovoltaica e, a partir de então, tornou-se um mercado altamente atrativo e cada vez mais competitivo”, resume.

Os números comprovam esse crescimento. Segundo dados de 5 de abril deste ano, o Brasil já acumulava 822 MW de potência instalada em geração distribuída.  Destes, na mesma data, 117,8 MW estavam no Rio Grande do Sul, sendo 113 MWp de energia fotovoltaica e os outros 4,8 divididos entre geração eólica, hidrelétrica e termelétrica. 

O destaque no cenário nacional é ainda mais impressionante quando se tem em conta a evolução dos números. Em 2013, a potência instalada de energia solar fotovoltaica em solo gaúcho era de apenas 10 kWp, ou seja, em seis anos, ela multiplicou-se mais de 10.000 vezes.

Outro fator interessante é que os projetos para utilização da energia solar como fonte de eletricidade ou calor não se concentram em apenas uma região ou segmento: eles têm se espalhado por todo o Estado, em áreas urbanas e rurais, tanto em residências quanto em empreendimentos comerciais e industriais.

“O diferencial da energia fotovoltaica é que se pode fazer projetos de qualquer tamanho, em qualquer lugar onde haja sol”, salienta o diretor, que é também professor dos cursos de Engenharia Elétrica e de Especialização em Energias Renováveis da PUCRS.

Ele destaca ainda que, apesar dos invernos mais marcados do que no restante do país, o Rio Grande do Sul tem uma boa incidência de sol o ano todo, fator fundamental para a produção desse tipo de energia. 

“Utilizando apenas 2% da área não urbana do Estado considerada apta para instalação de projetos fotovoltaicos, é possível instalar uma potência de 23GW de energia fotovoltaica e produzir, anualmente, cerca de 34TWh de eletricidade,  número equivalente à média do consumo gaúcho de energia elétrica registrada nos últimos sete anos, incluindo as perdas do sistema”, exemplifica Silveira, para dar uma dimensão do potencial da energia fotovoltaica.

Outro componente importante é a presença de muitas empresas do ramo no mercado, o que faz cair o preço da tecnologia e a torna mais atrativa. Para se produzir 5,2 kWp (o suficiente para uma residência de classe média), por exemplo, o custo atual é de aproximadamente R$ 26 mil, ou pouco mais de R$ 5.000 por kWp. O cálculo é que, em um período médio de quatro anos, recupera-se o investimento.

Além disso, atualmente vários bancos oferecem linhas de crédito de até 60 meses para a instalação de projetos de energia fotovoltaica, com possibilidade de financiamentos em até 120 meses, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para projetos maiores. Outras opções de custeio são o BADESUL e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

O diretor explica ainda que a energia solar fotovoltaica, assim como a energia eólica, é um tipo de energia complementar. Por isso, trabalha-se com um sistema interligado à rede convencional de energia. Por um processo eletrônico, a energia do sol é transformada em energia contínua e, depois, em corrente alternada, para ser utilizada pelos equipamentos da casa ou empresa. A produção extra é enviada à rede, transformando-se em créditos que o consumidor poderá utilizar à noite ou em dias sem sol.

Saiba mais

- O Rio Grande do Sul tem uma irradiação solar horizontal média de 4,7kWh/m²/dia, que é 65% maior do que a da Alemanha; isso mostra o potencial gaúcho, uma vez que, hoje, a potência fotovoltaica instalada naquele país é 1.600 vezes maior do que a do Estado.

- Os investimentos até agora nesse tipo de energia, no RS, somam R$ 450 milhões. No Brasil, já são R$ 12 bilhões.

- O passo decisivo para viabilizar a geração distribuída de energia fotovoltaica no país foi dado com a Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 17 de abril de 2012, alterada pela resolução nº 687, de 24 de novembro de 2015.

- Em 2018, foi publicado pela então Secretaria de Minas e Energia do Estado o Atlas Solar do RS, com informações detalhadas do potencial de radiação solar nas diversas partes do Estado, indicando os locais mais adequados para a implantação de sistemas de produção de energia solar fotovoltaica.

Inscrições

 O evento será realizado na Fundação Casa das Artes (Rua Herny Hugo Dreher, 127 – Planalto, Bento Gonçalves - RS). As inscrições podem ser feitas no site do evento .

Realizadores

O Fórum Estadual de Energia Solar e Eficiência Energética é uma realização do Arranjo Produtivo Local Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha (APLMMeA), do Instituto Senai de Tecnologia em Petróleo, Gás e Energia, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Patrocinadores

O Fórum tem patrocínio da SICES Solar, da Sicredi, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE,  da Gustavo Borges/LibertySeguros e da Solled Energia.

São apoiadores do evento: Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica, Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – ABESCO, Associação Brasileira de Geração Distribuída – ABGD, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR, Bento Convention Bureau, Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU/RS, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul – CIC, FIERGS, GarantiSerra, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Ocergs SescoopRS, Prefeitura de Bento Gonçalves, Fundação Proamb, SENGE RS, SIMECS, Simmme e Simplás.

Foto: Divulgação

 

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